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Até 2012...


Queridos irmãos e irmãs,

Nosso blog hoje entra de recesso. Estaremos retornando no dia 02 de janeiro de 2012.
Neste tempo estaremos realizando alterações no blog para que em 2012 possamos oferecer um espaço ainda melhor para você que nos acompanha, nos segue, divulga e apoia nosso trabalho.
Teremos muitas novidades em 2012. Aguardem...

Não poderíamos deixar de agradecer a todos que estiveram aqui conosco nesta jornada de evangelização. Este blog foi uma inspiração de Deus e cada um daqueles que acessam, divulgam e apoiam foram e serão sempre um presente de Deus para nós.

Muito obrigado a você que esteve conosco, que foi responsável por este blog crescer. Somos melhores por que você existe.
E não foi um presente só para o blog, mas para nós também, para nossas vidas, pois sei que mais que seguidores, temos amigos e irmãos aqui.

Muito obrigado queridos irmãos e irmãs!

Contamos com vocês em 2012!!

Contem conosco também. Estaremos sempre aqui!

Deus os abençoe!

Fabiano, Marta e Tobias

Livro Eu, Deus e o Rosa - Obrigado a você que participou!


Caros irmãos,

Expressamos aqui a nossa gratidão e carinho por todos os que mandaram seus testemunhos para o livro Eu, Deus e o Rosa.
O prazo foi até o dia 20 de dezembro e contamos com a participação de muitos irmãos e irmãs que partilharam suas experiências com Deus através do Rosa de Saron.

Agora, contamos também com todos nesta próxima fase do livro. Contamos com suas orações para que tudo se encaminhe conforme a vontade de Deus e que este instrumento de evangelização se concretize e leve o Amor de Deus a muitos corações!

No próximo ano teremos muitas novidades com relação ao livro. Você que mandou seu testemunho, fique ligadinho aqui no nosso blog em 2012.

A você que não mandou seu testemunho, vai preparando. Quem sabe não teremos uma segunda edição.....

Muito obrigado por tudo família rosariana. Sua vida construirá esta obra!

Deus os abençoe!

Fabiano, Marta e Tobias

Feliz Natal a todos!


Vinde Senhor, não tardeis!!!

Vinde, Senhor, não tardeis. Preparemos o caminho para o Senhor que chegará em breve; e se notarmos que a nossa visão está embaçada e não distinguimos com clareza essa luz que procede de Belém, é o momento de afastar os obstáculos. É tempo de fazer com especial delicadeza o exame de consciência e de melhorar a nossa pureza interior para receber a Deus. É o momento de discernir as coisas que nos separam do Senhor e de lançá-las para longe de nós. Para isso, o exame deve ir até as raízes dos nossos atos, até os motivos que inspiram as nossas ações.

O mistério do nascimento de Cristo se atualiza em nossas vidas neste tempo tão fecundo. Cuidado com o desânimo; cuidado com a tibieza, cuidado com a frieza de coração! Cuidado também com o espírito do mundo, com o paganismo em nossos pensamentos e ações! Cuidado para não descuidarmos das coisas de Deus, para não desacreditarmos de Suas palavras e não fechar para Ele o nosso coração! Ele vem, e vem porque nos ama, e vem para salvar!
E Jesus vem, não mais pelas terras de Belém, da Judéia ou de Jerusalém, mas sim pelas terras do nosso coração. Cuidemos em aplainá-las e deixá-las dignas de receber a "Boa Nova" da Salvação que é o próprio Cristo e que juntos possamos atualizar as palavras de Sofonias:

Canta de alegria, Sião; rejubila, Israel! Alegra-te exulta de todo coração! O Senhor está no meio de ti, nunca mais temerás o mal! Não temas, Sião; não te deixes levar pelo desânimo! O Senhor exultará de alegria por ti, movido por amor, como nos dias de festa

Caros irmãos, que tristeza a vida se tivéssemos de vivê-la sozinhos, se não houvesse um Destino Bendito! Que tédio miserável a nossa existência, se não houvesse um Deus-Salvador que visse nosso caminhar, que recolhesse nossas lágrimas, que fosse nosso companheiro na solidão e na dor, no medo e na angústia de cada dia, em nossa trajetória profissional, pessoal e espiritual!

A nossa vida não pode ser somente viver e morrer; nosso caminho sobre a terra não pode ser uma passageira ilusão, uma distração alucinada para não nos lembrar que aqui estamos de passagem e que esta deve produzir frutos de fé, caridade e santidade em minha vida e a partir da minha vida nas dos que me rodeiam, no ambiente em que trabalho, na minha casa, no mundo.

Caminhamos para o Senhor que vem! E Ele vem mesmo, porque é fidelíssimo! Pois, alegremo-nos: o nosso Deus é um Deus próximo; um Deus perto e não longe! Saibamos reconhecê-Lo. Saibamos acolhê-Lo! Permitamos que Ele nasça em nossos corações e que a salvação resplandeça para os povos. Edifiquemos a nossa casa sobre a graça de Deus, tornemos a nossa casa, à imitação daquela de Nazaré, uma chama de amor e piedade".

UM SANTO E FELIZ NATAL A TODOS!!!

QUE DEUS OS ABENÇOE!!!!

Fabiano, Marta e Tobias

#RosaNaEstrada no TTs! A força de uma nação que une Rock, Fé e Poesia!


Atenção queridos rosarianos,

A tag #RosaNaEstrada esteve no dia de ontem no Trending Topics (TTs) que é a lista em tempo real dos nomes mais postados no Twitter.


Valeu por cada um que divulgou o Rosa na Estrada.
Mais que um programa, foi um grande testemunho do quanto Deus pode fazer através do sim que damos ao chamado de Deus.
No caso dos nossos irmãos do Rosa de Saron, o chamado a evangelizar pela música.

Família rosariana, estamos de parabéns!
Bendito seja Deus pela unidade e pela alegria de ser de Deus vivendo cada dia, seguindo as folhas no chão, contemplando o Sol da meia noite e gritando bem alto e forte:

ROSA DE SARON, AONDE VOCÊ ESTIVER ESTAREI!!!!

Deus os abençoe!

Fabiano, Marta e Tobias

Nosso agradecimento ao nosso irmão Ronne (@RonneOficialRDS) que nos enviou a foto.

Rock, Fé, Poesia, Família, Missão, Vocação, Música, Alegria, Experiência de Deus: Tudo isso é o #RosaNaEstrada


Caros irmãos (ãs),

Ontem, dia 20 de dezembro de 2011, foi um dia esperado e marcante para toda a família rosariana do Brasil.
Foi exibido na Tv Século 21 o programa Rosa na Estrada. Este programa nos deu a grata oportunidade de podermos acompanhar o dia a dia de nossos queridos irmãos do Rosa de Saron além dos palcos, além da guitarras.

Foi um programa magnífico, muito bem elaborado e produzido. Tínhamos a real sensação de estar ali com eles no passo a passo, na preparação de cada show, de cada viagem, de cada ida e cada volta dos nossos irmãos. Pudemos com certeza constatar o que nos diz a música: " A vida é mais que um poema, ela é real."

E realmente é! E o Rosa na Estrada nos deu esta oportunidade de percebermos  a tamanho da responsabilidade e dedicação do Rosa de Saron, Aquilo que vemos no palco é fruto de um trabalho árduo, de um sim generoso ao projeto de Deus para a vida de cada um, pois tenho a convicção que o Rosa de Saron é um projeto de Deus concretizado para o resgate de nossas almas.

Algumas palavras do Martin Valverde, tão marcante na trajetória do Rosa, podem definir nosso entendimento: "Antes de músicos, são filhos."
E como foi gratificante ver cada um destes queridos irmãos, que antes de músicos, são filhos de Deus, são esposos, são pais e conseguem com a graça de Deus e a fidelidade ao chamado vivenciar esta realidade da Estrada sem comprometer a essência de suas famílias e de sua espiritualidade.

Como foi emocionante ver a partilha de ada uma das esposas de nosso irmãos e ver que o laço de amor e unidade que Deus criou entre eles os acompanham na Estrada. Como dizia o Grevão, eles tem uma estrutura familiar que é reponsável pelo sucesso da missão deles. Foi demais!

Algo que nos marcou muito neste documentário foi o zelo que o Rosa de Saron tem pela espiritualidade que como sempre ouvimos o Guilherme dizer: "Deus é a alma da banda."
Pudemos perceber na partilha que existem desafios e são grandes: o secularismo, a fama, os "venenos" como disse o Grevão, mas é gratificante saber que Deus conserva cada um deles com uma postura de coerência e responsabilidade diante de Deus e dos irmãos.

Convidamos toda a famíla rosariana que segue o Rosa de Saron, que curte, que ouve, a rezarmos por nosso irmãos, a voltarmos o nosso coração para Deus e intercedermos pela missão de cada um e da Banda como um todo. Este apoio é essencial para eles. Sejamos também um com eles na oração.

No mais, palavras poderiam ofuscar a beleza do que foi este documentário.
Nossa gratidão a TV Século 21 por este belíssimo trabalho.
Nossa gratidão aos fãs que também são responsáveis pelo sucesso no trabalho e na evangelização do Rosa de Saron.
Nossa gratidão as famílias de nossos irmãos que abrem mão deles em vista de um bem maior: O anúncio do Amor de Deus. Que este mesmo Deus de amor e bondade sempre os reconduza em paz para seus lares.

Por fim, muito obrigado Rosa de Saron, por serem este canal de Deus para nós. Por serem exemplo de amor ao próximo, de profissionalismo pelo Reino, de irmãos que acolhem, que cantam o Amor de Deus e que permitem assim que a ação salvífica e redentora de Deus chegue aos corações daqueles que encontram na Estrada.

Nosso carinho, oração e gratidão a vocês!

Deus os abençoe!

Fabiano, Marta e Tobias

O mistério do Natal


O nascimento do Menino Jesus realmente mudou a história da humanidade? É verdade que os potentes e o povo entenderam imediatamente a importância daquele nascimento? Por que contamos os dias desde aquele nascimento? Que sentido tem na vida de cada um fazer o presépio?

 ***

Para responder a estas e a outras perguntas, ZENIT entrevistou padre Pietro Messa, Presidente da Escola Superior de Estudos Medievais e Franciscanos da Pontifícia Universidade Antonianum.

Qual é o significado na história e no presépio feito por São Francisco, da figura do Menino Jesus?

Pe. Pietro Messa: Sabemos que os primeiros cristãos, sendo todos de religião hebraica, guardavam o sábado, mas o dia seguinte, ou seja, o atual domingo, se reuniam para lembrar a Ressurreição. Então, a primeira festa celebrada e aquela por excelência é a Páscoa. Sucessivamente, começaram a celebrar outros acontecimentos da vida de Jesus, como o seu nascimento no dia 25 de dezembro, isto é, o dia em que anteriormente celebravam o Sol invictus, ou seja, que não foram vencidos pelas trevas; visto que passado o solstício de inverno, os dias começam a ser mais longos e a luz toma conta da escuridão da noite. Da celebração passamos para as representações e a peregrinação a Belém, cidade do rei Davi de cuja linhagem nasceu Jesus.

As peregrinações – ao mesmo tempo, expressão e incentivo de ligação com os lugares da vida terrena de Jesus – foram motivos propulsores para a narração e representação da humanidade de Jesus. Neste contexto está o desejo de frei Francisco de Assis manifestado ao povo de Greccio em 1223,  de ver "com os olhos do corpo", como o Menino Jesus estava deitado na manjedoura entre o boi e o jumento. E assim, na noite de Natal sobre a manjedoura onde estavam os dois tradicionais animais, foi celebrada a Eucaristia para que pudéssemos ver “com os olhos do corpo”, o pão e o vinho consagrados, e acreditar, graças ao espírito Santo, na presença do Corpo e Sangue de Cristo (para aprofundar cfr U.Occhialini-P.Messa, O primeiro presépio do mundo, Ed.Porziuncula, Assis 2011).

Em um âmbito secularizado como este moderno, o nascimento de Jesus Menino é banalizado e colocado no contexto de um “mito” que apenas as crianças podem acreditar. Por que, segundo os cristãos, aquele nascimento mudou o mundo?

Pe.Pietro Messa: Mas talvez a pior desmistificação do Natal não seja a de acreditar em um mito, mas o reducionismo do mesmo para a festa de bondade, do altruísmo, de ajuda aos necessitados. Não que essas coisas não sejam importantes ou presentes no Evangelho, mas o centro é o fato de que Jesus vem a nós porque fez a opção pela nossa pobreza. Ele estende sua mão até o momento em que seu braço é estendido na cruz. Como nos disse a Clarissa, irmã Clara Tarcisia do Promnastero de Santa Clara de Assis nos últimos meses de sua existência: “O importante na vida é amar, e, sobretudo deixar-se amar!”. E o Natal é o tempo propicio para deixar-se amar e isso não gera passividade porque Jesus nos ama como somos; mas não nos deixa como somos, ao contrário, nos transforma em capacidade de amar de modo criativo e eficaz. Desta forma, o encontro com a sua Presença muda e dá início a uma nova humanidade.

Os cristãos falam de Jesus como o Salvador, por quê?

Pe.Pietro Messa: Jesus de Nazaré – uma cidade que, de acordo com alguns, não poderia vir nada de bom – passou pela Palestina e, como para outras pessoas, também sobre ele perguntavam quem era. As respostas a essa pergunta foram as mais variadas, mas quem não se fecha em seus próprios esquemas, nota que toda resposta é inadequada, ou melhor, inesgotável. E assim, devagar, cada vez mais se reconhece a sua realidade de Messias, ou seja, ungido pelo Altíssimo e então o Salvador. Mas sobre a pessoa de Jesus, ainda que obtenhamos algumas certezas definidas pelos dogmas, questões ainda se abrem e, como nos mostram os santos, há sempre algo a se maravilhar, isto é, para parar e olhar com estupor para Ele.

A data, o Cometa, os Reis,... quais são os argumentos para recordar-los como fatos que realmente aconteceram na história?

Pe Pietro Messa: O acontecimento de Jesus ocorreu nas coordenadas da história, ou seja, no espaço e no tempo: o espaço é aquele da Palestina e o tempo é - como dizemos no Credo – “sob Pôncio Pilatos”. Mas isso não basta porque muitos viram a sua humanidade, escutaram suas palavras, admiraram seus milagres, mas somente alguns acreditaram na sua divindade. Como afirma Francisco de Assis na Admoestação em primeiro lugar, os discípulos viram "com os olhos do corpo" a sua humanidade, mas acreditaram na sua divindade. Assim, certamente, Jesus tem uma história, mas também alguma coisa que supera a história; por isso é importante, como nos recorda Bento XVI, que exista uma razão aberta ao mistério e uma fé racional. Caso contrário, cairíamos no racionalismo ou no fideísmo. Jesus é um acontecimento racional, mas que supera a razão e quando a razão quer ser omni-compreensiva, ou seja, pretender que com-preende tudo, cai no racionalismo. Da mesma forma, quando a fé exclui a história, a investigação da razão torna-se fideísmo, que abre a qualquer deriva, até mesmo violenta.

Quem, além dos cristãos, acolheu a importância daquele nascimento que aconteceu há mais de dois mil anos?

Pe.Pietro Messa: Muitas pessoas, incluindo os muçulmanos para os quais Jesus é um grande profeta. Dizia Monsenhor Luigi Padovese que na missa de Natal na Turquia, estavam presentes também os muçulmanos e em sua homilia inédita pela ocasião, soube acolher tal presença com sabedoria. Na verdade, ele disse que todos estavam comemorando o nascimento de Jesus, para alguns, porque era um grande profeta, para os cristãos manifestava misericórdia, ou melhor, presença de Deus entre os homens sendo o Filho de Deus.

Porque grande parte do mundo marca o tempo a partir daquele nascimento?

Pe.Pietro Messa: Em 313 houve o decreto de Constantino, de certa forma, marcou o fim das perseguições, após o qual o cristianismo se tornou a religião oficial.E assim, o cálculo do tempo começou a ser pontuado por seu nascimento, reconhecendo nele o cumprimento das profecias e promessas e o início de uma nova era. Nas palavras do Beato João Paulo II, ele é "o centro do cosmos e da história."

Por Antonio Gaspari

Fonte: ZENIT

Summer Beats 2012 - Curta essa batida!


Música, diversão e muita adrenalina são ingredientes mais do que presentes no Summer Beats 2012. Em sua sétima edição o Summer, vai levar uma imensa galera a louvar a Deus freneticamente  em dez horas ininterruptas de evento.

A festa contará com 2 palcos onde a música rola de forma simultânea, sendo que um desses acontecerá o Summer Talents, concurso realizado para que os novos talentos da possam divulgar seu trabalho. Esse  ano foi firmada uma grande parceria com Gravadora Paulinas Comep, que junto com a organização do evento segue com firme propósito de ajudar e incentivar as novas bandas.

A organização do evento anunciou também uma grande estrutura de palco, som e luz, assim com a cobertura de toda área de shows, para que todos possam curtir sem se preocupar com sol ou chuva.  Outra novidade anunciada é o “Replay”, um segundo ingresso  que será distribuído  a todos que estiverem no evento, para voltar ao parque na faixa e curtir mais uma vez.

Está acontecendo uma grande mobilização de jovens nos estados de São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Goiás, Paraná e Espírito Santo e Santa Catarina para vir curtir o evento, mobilize você também sua igreja, grupos de jovens, paróquias enfim, vamos trazer nossos amigos para curtir essa batida mais uma vez.

Confira quem marcará presença no Summer Beats 2012:





Mais informações acesse: http://summerbeats.com.br/sb2012/

"Até os confins da terra" - Terceiro sermão do advento da Casa Pontifícia


A primeira evangelização das Américas

1. A fé cristã cruza o oceano

No dia 12 deste mês, o continente americano celebrou a festa de Nossa Senhora de Guadalupe, que, no México, é uma festa de preceito. Feliz coincidência, nesta meditação, falarmos da terceira onda evangelizadora na história da Igreja: aquela que acompanhou a descoberta do novo mundo. Nunca como na história desta devoção Maria mereceu tanto o título de estrela da evangelização.

Vamos relembrar, com pinceladas, o desenrolar-se daquela empreitada missionária. Antes de tudo, uma observação. A Europa cristã, junto com a fé, exportou para o novo continente também as suas divisões. No fim dessa grande onda missionária, o continente americano vai reproduzir exatamente a situação da Europa: um Sul de maioria católica e um Norte de maioria protestante. Nós vamos abordar aqui somente a evangelização da América Latina, até porque foi a primeira que aconteceu logo após a descoberta do novo mundo.

Depois que Cristóvão Colombo, em 1492, voltou da viagem com a notícia da existência de novas terras, que ainda eram tidas como parte da Índia, a Espanha católica tomou, inseparavelmente misturadas, duas decisões: a de levar a fé cristã para os novos povos e a de estender sobre eles a soberania política espanhola. Com esta meta, conseguiram do papa Alexandre VI o reconhecimento do direito da Espanha a todas as terras descobertas cem milhas além dos Açores, e para Portugal as que ficassem antes dessa linha.

Depois, a linha foi mexida em favor de Portugal, o que legitimou a sua posse do Brasil. Delineava-se, assim, inclusive linguisticamente, o rosto futuro do continente latino-americano.

Quando penetravam num país, as tropas divulgavam toda vez um requerimento que mandava os habitantes abraçarem o cristianismo e reconhecerem a soberania do rei da Espanha. Só alguns grandes espíritos, em primeiro lugar os dominicanos Antonio de Montesinos e Bartolomeo de Las Casas, tiveram a coragem de levantar a voz contra os abusos dos conquistadores e em defesa dos direitos dos nativos. Em pouco mais de cinqüenta anos, graças também à fragilidade e às divisões dos reinos locais, o continente já estava sob o domínio espanhol e, pelo menos nominalmente, sob domínio cristão.

Os historiadores recentes tendem a atenuar as sombras que o passado lançou nessa obra missionária. Primeiramente, ressalta-se que a maioria dos povos nativos sobreviveu com a própria língua e nos próprios territórios, tanto que puderam retomar e reafirmar depois a sua identidade e independência, ao contrário do que foi feito com as tribos indígenas da América do Norte, dizimadas. Devemos considerar também o condicionamento dos missionários à sua formação teológica. Tomando ao pé da letra o adágio “Extra Ecclesia nulla salus”, eles tinham convicção da necessidade de batizar o máximo de pessoas no tempo mais curto, para garantir a sua salvação eterna.

Vale a pena analisarmos um pouco melhor este axioma que teve tanto peso na evangelização. Foram Orígenes e principalmente São Cipriano que o formularam no século III. No começo, ele não se referia à salvação dos não cristãos, mas só à dos próprios cristãos, porque se dirigia aos hereges e aos cismáticos da época, para lembrar a eles que, rompendo a comunhão eclesial, viravam réus de uma grave culpa e se excluíam sozinhos da salvação. Era um axioma voltado aos que saíam da Igreja, e não àqueles que entravam nela.

Mais tarde, quando o cristianismo já era religião de estado, é que o axioma começou a ser aplicado a pagãos e judeus, com base na convicção, então comum, embora objetivamente errada, de que a mensagem àquela altura já era conhecida por todos, e refutá-la significava tornar-se culpados e merecedores de condenação.

Foi logo depois do descobrimento do novo mundo que aqueles limites geográficos se romperam drasticamente. A descoberta de povos inteiros vivendo fora de todo contato com a Igreja obrigou à revisão de uma interpretação tão rígida do axioma. Os teólogos dominicanos de Salamanca, e, depois, alguns jesuítas, começaram a adotar uma postura crítica, reconhecendo que era possível estar fora da Igreja sem ser necessariamente culpado e excluído da salvação. E mais: diante dos modos e métodos inaceitáveis com que o Evangelho tinha sido anunciado aos nativos em alguns casos, foi questionado pela primeira vez se eram mesmo culpados aqueles que, mesmo tendo conhecido o anúncio cristão, não o tinham abraçado (F. Sullivan, Salvation outside the Church?Tracing the History of the Catholic Response,Paulist Press, Nova Iorque, 1992).


2. Protagonistas: os frades

Este não é o contexto para dar um parecer histórico sobre a primeira evangelização da América Latina, é claro. No seu quinto centenário, em maio de 1992, aconteceu um simpósio internacional de historiadores, em Roma, sobre o assunto. No discurso aos participantes, João Paulo II afirmou: “Sem dúvida, nessa evangelização, como em toda obra do homem, houve acertos e erros, luzes e sombras. Mais luzes do que sombras, a julgar pelos frutos que encontramos depois de quinhentos anos: uma igreja viva e dinâmica que representa hoje uma parte relevante da Igreja universal” (14 de maio de 1992).

Por outro lado, naquela ocasião, alguns falaram da necessidade de uma “descolonização” e “desevangelização”, dando a impressão de preferirem que a evangelização do continente não tivesse jamais acontecido em vez de ter sido do jeito que conhecemos. Com todo o respeito devido ao amor pelos povos latino-americanos que movia esses autores, eu acredito que aquela opinião deve ser energicamente refutada.

A um mundo sem pecado, mas sem Cristo, a teologia mostrou preferir um mundo com pecado, mas com Cristo. “Oh, culpa feliz”, exclama a liturgia pascal no Exultet, “que nos permitiu tão grande redentor!”. Não deveríamos dizer o mesmo da evangelização de ambas Américas, do Sul e do Norte? A um continente sem “os erros e sombras” que acompanharam a sua evangelização, mas também sem Cristo, quem não preferiria um continente com tais sombras, mas com Cristo? Que cristão, de esquerda ou direita, especialmente se for sacerdote ou religioso, poderia dizer o contrário sem desprezar, por isso mesmo, a própria fé?

Eu li em algum lugar esta afirmação que compartilho por inteiro: “A coisa mais importante que aconteceu em 1492 não foi que Cristóvão Colombo descobriu a América, mas que a América descobriu Jesus Cristo”. É verdade que não era o Cristo integral do Evangelho, para quem a liberdade é o pressuposto da fé, mas quem pode pretender apresentar um Cristo livre de qualquer condicionamento histórico? Quem propõe um Cristo revolucionário, contestador das estruturas, diretamente engajado também na luta política, não esquece talvez alguma coisa de Cristo, como aquela afirmação de que “o meu reino não é deste mundo”?

Se na primeira onda evangelizadora os protagonistas foram os bispos, e na segunda os monges, nesta terceira os protagonistas indiscutíveis foram os frades, ou seja, os religiosos das ordens mendicantes, em primeiro lugar os franciscanos, dominicanos, agostinianos, e, num segundo momento, os jesuítas. Os historiadores da Igreja reconhecem que, na América Latina, “foram os membros das ordens religiosas que determinaram a história das missões e das igrejas” (Cfr. Glazik, op. cit., p. 708).

Quanto a isso, vale o parecer de João Paulo II de que “há mais luzes do que sombras”. Não seria honesto desconhecer o sacrifício pessoal e o heroísmo de tantos desses missionários. Os conquistadores eram movidos pelo espírito de aventura e pela sede do lucro, mas os missionários podiam esperar o quê quando deixavam pátria e convento? Eles não iam pegar, mas doar. Eles queriam conquistar almas para Cristo, não súditos para o rei da Espanha, mesmo compartilhando o entusiasmo nacionalista dos seus compatriotas. Quando lemos histórias ligadas à evangelização de um território particular, vemos o quanto os juízos genéricos são injustos e distantes da realidade. Eu acabei lendo in loco a crônica do início da missão na Guatemala e nas regiões vizinhas. São histórias de sacrifícios e peripécias inenarráveis. De um punhado de vinte dominicanos que partiram para o novo mundo e para as Filipinas, dezoito morreram na viagem.

Em 1974 aconteceu o sínodo sobre “a evangelização no mundo contemporâneo”. Em nota manuscrita feita no documento final, que a prefeitura da Casa Pontifícia teve a ideia de publicar no programa destas pregações, Paulo VI apontava:

“Bastará, para os religiosos, o que é dito [no documento]? Não seria de se agregar uma palavra sobre o caráter voluntário, empreendedor, generoso da evangelização dos Religiosos e das Religiosas? A sua evangelização deve depender daquela da Hierarquia e coordenar-se com ela, mas é de louvar-se a originalidade, a genialidade, a dedicação, tantas vezes de vanguarda e com um risco todo deles”.

Este reconhecimento se aplica em cheio aos religiosos protagonistas da evangelização da América Latina, em especial se pensarmos em certas realizações deles como as famosas reduções dos jesuítas no Paraguai, aquelas vilas em que os índios cristãos, a salvo dos abusos da autoridade civil, podiam instruir-se na fé, mas também fazer os seus talentos humanos darem frutos.


3. Os problemas atuais

Agora, como de costume, vamos passar para o hoje e ver o que nos diz a história da experiência missionária da Igreja, que reconstruímos brevemente. As condições sociais e religiosas do continente mudaram tão profundamente que, mais do que insistir no que podemos aprender ou desaprender daquele tempo, é útil refletir na tarefa atual da evangelização no continente latino-americano.

Houve, e ainda há, uma tal quantidade de reflexões e de documentos do magistério pontifício, do CELAM e das igrejas locais a este respeito, que seria presunçoso de minha parte pensar em acrescentar alguma novidade. Mas eu posso partilhar uma reflexão sugerida pela minha experiência em campo, já que preguei retiros a conferências episcopais, ao clero e ao povo de quase todos os países da América Latina, e várias vezes em alguns deles. Além disso, os problemas da América Latina neste campo não são afinal tão diferentes dos problemas do resto da Igreja.

Uma reflexão enfocaria a necessidade de superar uma polarização excessiva que está espalhada pela Igreja, mas que é particularmente aguda na América Latina, em especial nos anos passados: a polarização entre alma ativa e alma contemplativa, entre a Igreja do compromisso social com os pobres e a Igreja do anúncio da fé. Diante de qualquer diferenciação, nós somos sempre tentados, instintivamente, a escolher um lado e desprezar o outro. A doutrina dos carismas nos poupa dessa luta. O dom da Igreja católica é ser, justamente, católica, ou seja, aberta a acolher os dons mais diversos que provêm do mesmo Espírito.

A história das ordens religiosas mostra isso. Elas encarnaram instâncias diversas e às vezes opostas: a inserção no mundo e a fuga do mundo, o apostolado entre os doutos, como os jesuítas, e o apostolado no meio do povo, como os capuchinhos. Há espaço para uns e para outros. E precisamos de uns e de outros, já que nenhum pode realizar o Evangelho integral e representar Cristo em todos os aspectos da sua vida. Cada um deveria, portanto, se alegrar de que outros façam o que ele não pode: quem cultiva a vida espiritual e o anúncio da Palavra deve se alegrar porque existe quem se dedique à justiça e à promoção social, e vice-versa. É sempre válida a admoestação do Apóstolo: “Cessemos definitivamente de julgar uns aos outros!” (cf. Rm 14,13).

Uma segunda observação diz respeito ao problema do êxodo de católicos para outras denominações cristãs. Antes de mais, lembremos que essas denominações diversas não podem ser qualificadas indistintamente como “seitas”. Com algumas, incluindo os pentecostais, a Igreja mantém há anos um diálogo ecumênico oficial, o que ela não faria se as considerasse meramente como seitas.

A promoção desse diálogo, inclusive localmente, é o melhor meio para desanuviar o clima, isolar as seitas mais agressivas e desencorajar a prática do proselitismo. Alguns anos atrás, houve um encontro ecumênico de oração e pregação em Buenos Aires com participação do arcebispo católico e de líderes de outras igrejas, com sete mil pessoas. Ficou clara a possibilidade de uma relação nova entre os cristãos, bem mais construtiva para a fé e para a evangelização.

João Paulo II afirmou, num documento, que a difusão das seitas obriga a questionar o porquê, o que falta à nossa pastoral. A convicção que eu tenho, como fruto da experiência, e não só nos países latino-americanos, é a seguinte. O que puxa para fora da Igreja não são certas formas de piedade popular alternativa, que a maioria das outras igrejas e seitas, aliás, rejeitam e combatem. É um anúncio, parcial, mas incisivo, da graça de Deus, da possibilidade de experimentar Jesus como Senhor e Salvador pessoal, de pertencer a um grupo que se encarrega pessoalmente das necessidades da pessoa, que rezam por ela na doença quando a medicina não tem mais nada a dizer.

Se por um lado podemos nos alegrar porque essas pessoas acharam Cristo e se converteram, por outro é triste que elas tenham precisado deixar a Igreja para isso. Na maioria das igrejas que esses irmãos abraçam, tudo gira em torno da primeira conversão e da aceitação de Jesus como Senhor. Na Igreja católica, graças aos sacramentos, ao magistério, à riquíssima espiritualidade, existe a vantagem de não se ficar nesse estágio inicial, mas de se chegar à plenitude e à perfeição da vida cristã. Os santos são a prova. Mas é preciso que aquele início consciente e pessoal seja oferecido, e é nisto que o desafio das comunidades evangélicas e pentecostais nos estimula.

E a Renovação Carismática se revela, assim, mais do que nunca, segundo a palavra de Paulo VI, “uma chance para a Igreja”. Na América Latina, os pastores da Igreja estão notando que a Renovação Carismática não faz “parte do problema” do êxodo de católicos, como alguns acharam no começo, e sim que ela faz parte da solução. As estatísticas nunca mostram quantas pessoas ficaram na Igreja graças a ela, encontrando no seu âmbito o que outros procuraram fora. As numerosas comunidades nascidas no seio da Renovação Carismática, mesmo com restrições, e às vezes com desvios, presentes em toda iniciativa humana, estão na vanguarda do serviço da Igreja e da evangelização.


4. O papel dos religiosos na nova evangelização

Eu disse que não queria insistir na primeira evangelização. Mas temos que ficar com uma coisa dela: a importância das ordens religiosas tradicionais para evangelizar. O beato João Paulo II dedicou a elas a sua Carta Apostólica do V Centenário da Primeira Evangelização do continente, chamada, no original, “Los caminos del Evangelio”. A última parte trata precisamente dos “religiosos na nova evangelização”: “Os religiosos, que foram os primeiros evangelizadores, e contribuíram de modo tão relevante para manter viva a fé no continente, não podem faltar na convocação eclesial à nova evangelização. Os diversos carismas da vida consagrada tornam viva a mensagem de Jesus, presente e atual em todo tempo e lugar” (“Los caminos del Evangelio”, 24).
A vida de comunidade, o fato de terem um governo centralizado e lugares de formação de nível superior, foi o que permitiu que as ordens religiosas de então tivessem uma tarefa missionária tão vasta. Mas, hoje, como está essa força? Falando de dentro de uma dessas ordens antigas, eu posso me atrever a falar com certa liberdade. A rápida queda de vocações nos países ocidentais está determinando uma situação perigosa: a de se gastarem quase todas as próprias forças na satisfação das exigências internas da família religiosa em si: formação dos jovens, manutenção das estruturas e das obras, sem muitas forças vivas dedicadas ao círculo mais amplo da Igreja. Daí esse voltar-se para si mesmos. Na Europa, as ordens religiosas tradicionais se obrigam a reunir várias províncias em uma e a fechar dolorosamente uma casa atrás da outra.

A secularização, é claro, é uma das causas dessa queda nas vocações, mas não é a única. Comunidades religiosas recentes atraem filas de jovens. Na carta citada, João Paulo II exorta os religiosos e religiosas da América Latina a “evangelizarem a partir de uma experiência profunda de Deus”. Aqui está, acredito eu, o ponto: “uma experiência profunda de Deus”. É isto o que atrai as vocações e cria as premissas para uma nova onda eficaz de evangelização. O adágio “Nemo dat quod non habet”, “ninguém dá o que não tem”, vale como nunca nesta área.

O superior provincial dos Capuchinhos da região italiana das Marcas, e que é meu superior, escreveu para este Advento uma carta a todos os frades. Ele lança uma provocação que eu acho que faria bem que todas as comunidades religiosas tradicionais escutassem:

“Você, que lê estas linhas: imagine que você é o Espírito Santo. Sim, você leu certo: não apenas que está repleto do Espírito Santo, pelos sacramentos recebidos, mas que você é, mesmo, o Espírito Santo, a Terceira Pessoa da Santíssima Trindade. E, como tal, imagine que você tem o poder de chamar e conduzir um jovem numa estrada rumo à perfeição da caridade, que é a vida religiosa. Você teria a coragem de chamá-lo para a sua comunidade, com a certeza e a garantia de que a sua comunidade é o lugar que o ajudará seriamente a conseguir a perfeição da caridade no concreto da vida cotidiana?

Em palavras pobres: se um jovem fosse viver alguns dias ou meses na sua comunidade, compartilhando a oração, a vida fraterna, o apostolado... ele se apaixonaria pela nossa vida?”.

Quando nasceram as ordens mendicantes, dominicanos e franciscanos, no começo do século XIII, as ordens monásticas pré-existentes também se beneficiaram deles e responderam ao chamado de uma pobreza maior e de uma vida mais evangélica, segundo o próprio carisma. Não deveríamos fazer o mesmo, hoje, nós, das ordens tradicionais, diante das novas formas de vida consagrada suscitadas na Igreja?

A graça dessas novas realidades é multiforme, mas tem um denominador comum chamado Espírito Santo, o “novo Pentecostes”. Depois do concílio, quase todas as ordens religiosas pré-existentes revisaram e renovaram as suas constituições, mas, já em 1981, o beato João Paulo II alertava: “Toda a obra de renovação da Igreja, que o concílio Vaticano II propôs e iniciou tão providencialmente, só pode se realizar no Espírito Santo, ou seja, com a ajuda de sua luz e da sua força” (carta apostólica A Concilio Constantinopolitano I,25 de março de 1981).

“O Espírito Santo”, dizia São Boaventura, “vai onde é amado, convidado, esperado” (Sermão para o IV Domingo depois da Páscoa, 2, Ed. Quaracchi, IX, pág. 311). Temos que abrir as comunidades ao sopro do Espírito que renova a oração, a vida fraterna, o amor por Cristo e, com ele, o zelo missionário. Olhar para dentro, para as próprias origens e para o próprio fundador, mas também olhar para frente.

Olhando para a situação das ordens antigas no mundo ocidental, surge espontânea a pergunta que Ezequiel ouviu sobre os ossos secos: “Poderão estes ossos reviver?”. Os ossos secos de que se fala no texto não são os dos mortos, mas dos vivos. São o povo de Israel em exílio, que diz: “Os nossos ossos estão secos, a nossa esperança se desvaneceu, estamos perdidos”. São sentimentos que afloram, às vezes, em nós também, que pertencemos a ordens religiosas de antiga data.

Sabemos a resposta, cheia de esperança, que Deus dá para essa pergunta. “Porei em vós o meu Espírito e retornareis à vida. Colocar-vos-ei sobre a vossa terra e sabereis que eu, o Senhor, falei e fiz acontecer”. Temos que acreditar e esperar também para nós e para a Igreja toda o que diz o final da profecia: “O Espírito entrou neles: tornaram à vida e se levantaram. Eram um grande exército; grandíssimo” (cf. Ez 37, 1-14).

Neste dia 12, eu dizia no começo, a América Latina celebrou a festa de Nossa Senhora de Guadalupe. Discute-se muito a historicidade dos fatos que originaram essa devoção. Mas o que se entende por fato histórico? Há muitos fatos que aconteceram de verdade, mas não são históricos, porque “histórico”, no sentido mais verdadeiro, não é tudo o que aconteceu, mas só o que, além de ter acontecido, incidiu na vida de um povo, criou algo novo, deixou marca na história. E que marca a devoção à Virgem de Guadalupe deixou na história religiosa do povo mexicano e latino-americano!

É de grande significância simbólica que, no começo da evangelização do continente americano, em 1531, na colina doTepeyac ao norte da Cidade do México, a imagem da Virgem tenha sido estampada no manto, na tilma, de São Juan Diego como “la Morenita”, ou seja, com os traços de uma humilde moça mestiça. Não se poderia dizer mais sugestivamente que a Igreja, na América Latina, é chamada a ser, e quer ser, indígena com os indígenas, crioula com os crioulos, toda para todos.

Frei Raniero Cantalamessa

O advento da fé


Caros irmãos,

Convido-os neste advento a renovar a fé que nos move.

Recordemos a música do Rosa de Saron que diz: “Onde está minha fé e o que ela me dava? Sem perder a razão ela me transformava!

A fé é a chama que nos mantem vivos, equilibrados e perseverantes no caminho de Deus. Sem a fé não existe esperança e inexiste a caridade. Enfim, definha-se a vida por completo. E este alerta é enfático para o tempo que se chama “hoje”.

De forma especial, neste advento, em que nosso coração é motivado a renovar a esperança, a fé, a caridade, procuremos de maneira concreta a renovação destas virtudes. De maneira especial procuremos renovar a nossa fé, pois a partir da fé será gerada em nós a esperança. A esperança que não decepciona, a esperança que é fundamentada na certeza da eternidade que vem até nós pelo nascimento de Jesus menino, que se fez filho do homem para que nos tornássemos filhos de Deus.

Devemos cantar neste advento o cântico da fé. Em todos os dias e a qualquer momento, esta deve ser a nossa livre obrigação. Não é um dever, é gratidão, é livre escolha na certeza de que fomos escolhidos primeiro, que Deus nos amou primeiro e que ele renova esta certeza todos os dias e de modo especial neste advento ele nos aproxima desta realidade, nos faz participantes e nos envolve também no mistério da salvação. Mas tudo isso só é possível pelos olhos da fé.

Recordemos de algumas passagens do evangelho que retratam a fé: O leproso do Evangelho de Lc 5, 12-16. Para o leproso aquele era “o dia”. Ele teve muitos outros, poderia ter mais quem sabe, mas aquele dia era o dia da graça, era o dia que ele tinha para viver. E ele manteve viva a sua fé, que o permitiu ir além das barreiras espirituais, morais e físicas que o prendiam. Ele foi além: “Se quiseres podes curar-me.” E Jesus, percebendo sua fé, respondeu-lhe: “Sê curado.”

Este é o tempo da graça para nós. Tempo em que Jesus nos convida a vigilância, a esperança e principalmente à fé. Tempo em que devo romper as cadeias e barreiras que nos impedem de ir até Cristo, de esperá-lo, de encontrá-lo, de deixá-lo nascer no nosso coração. Peçamos ao Senhor uma fé viva, uma fé nova, uma fé inflamada que nos permita alçar o livre vôo dos filhos de Deus e voar para muito mais além do que consigo enxergar e do que posso compreender.

Que este advento seja o advento na fé em nossas vidas e pela fé nossos olhos possam contemplar a salvação.

Deus os abençoe e um santo advento na fé!

Texto da nossa coluna no Portal Católicos Via Lumina

Fabiano, Marta e Tobias

Lectio Divina


Caros irmãos (ãs),

Você já pode mergulhar na liturgia desta 4ª Semana do Advento.
Possamos deixar nosso coração ser conduzido por Maria nesta caminhada. Ela que tão bem soube reconhecer, acolher e esperar a vidna de Cristo, nos auxilie nesta espera que findará pela manifestação gloriosa D'Aquele que nos traz a salvação: Jesus Cristo.

Deus os abençoe e boa oração.

Fabiano, Marta e Tobias

Para quem achava que o mundo acabaria em 2012!


A teoria, amplamente conhecida no país e contada aos visitantes tanto no México como na Guatemala, Belize e outras áreas onde os maias também se estabeleceram, teve sua origem no monumento nº 6 do sítio arqueológico de Tortuguero e em um ladrilho com hieróglifos localizado em Comalcalco, ambos centros cerimoniais em Tabasco, no sudeste do país.

O primeiro faz alusão a um evento místico que ocorreria no dia 21 de dezembro de 2012, durante o solstício do inverno, quando Bahlam Ajaw, um antigo governante do lugar, se encontra com Bolon Yokte´, um dos deuses que, na mitologia maia, participaram do início da era atual.

Até então, as mensagens gravadas em "estelas" – monumentos líticos, feitos em um único bloco de pedra, contendo inscrições sobre a história e a mitologia maias – eram interpretadas como uma profecia maia sobre o fim do mundo.

Entretanto, segundo o Instituto Nacional de Antropologia e História (Inah), uma revisão das estelas pré-hispânicas indica que, na verdade, nessa data de dezembro do ano que vem os maias esperavam simplesmente o regresso de Bolon Yokte´.

"(Os maias) nunca disseram que haveria uma grande tragédia ou o fim do mundo em 2012", disse à BBC o pesquisador Rodrigo Liendo, do Instituto de Pesquisas Antropológicas da Universidade Autônoma do México (Unam).

"Essa visão apocalíptica é algo que nos caracteriza, ocidentais. Não é uma filosofia dos maias."

Fonte: BBC Brasil

Em tempos de Internet: Assim seria o Natal!

«Maria, não temas»


Ouviste, ó Virgem, que conceberás e darás à luz um Filho, não de um homem – como compreendeste –, mas do Espírito Santo. O anjo espera a tua resposta: tem de regressar para junto d'Aquele que o enviou. Nós também esperamos, ó Senhora nossa. Miseravelmente acabrunhados por uma sentença de condenação, esperamos uma palavra de piedade. Ora, eis que te é oferecido o resgate da nossa salvação. Aceita e somos livres. Todos fomos criados no Verbo Eterno de Deus; mas, infelizmente, a morte fez a sua obra em nós. Uma breve resposta tua basta para nos recriar, de modo que sejamos de novo chamados à vida. [...]

Não demores, Virgem Maria, dá a tua resposta. Ó Senhora nossa, pronuncia essa palavra que a terra, os infernos e até os próprios céus esperam. Vê: o Rei e Senhor do universo, Ele que «Se deixou prender pela tua beleza» (cf Sl 44,12), deseja, com o mesmo ardor, o sim da tua resposta. Ele quis fazer depender da tua resposta a salvação do mundo. Agradaste-Lhe com o teu silêncio; agradar-Lhe-ás ainda mais agora com a tua palavra. Eis que Ele próprio te interpela lá do alto: «ó mais bela das mulheres, [...] deixa-Me ouvir a tua voz» (Ct 1,8; 2,14). [...] Sim, responde rapidamente ao anjo, ou antes, pelo anjo, ao Senhor. Responde numa palavra e acolhe o Verbo; pronuncia a tua própria palavra e concebe o Verbo divino; emite uma palavra passageira e envolve o Verbo eterno. [...]

Maria disse então: «Eis a serva do Senhor, faça-se em mim segundo a Tua palavra.»

Que o Senhor nos dê a graça de não temer a vontade de Deus.

Deus os abençoe!

Fabiano, Marta e Tobias

Bote Fé em Fortaleza já tem data marcada


Bote Fé é o evento promovido pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil – CNBB para acolher e promover a peregrinação dos símbolos da Jornada Mundial da Juventude, a cruz e o ícone da Virgem Maria. Os símbolos sacros chegam à Fortaleza dia 1º de março de 2012, percorrerá paróquias, instituições, passará por ruas e avenidas e dia 3 acontecerá o evento Bote Fé no aterro da Praia de Iracema, a partir das 15h com uma programação que se estenderá até às 23 e com entrada gratuita.

Todas as expressões de trabalhos de evangelização e formação da juventude da Arquidiocese de Fortaleza se mobilizam para a realização do Bote Fé. As atrações são Comunidade Recado, Banda Missionário Shalom, Ir. kelly Patrícia entre outros artistas católicos da cena local e Banda Dominus, grupo mineiro conhecido pela batida animada que promete animar a juventude de Fortaleza.

Informações do nosso irmão Vanderlúcio no Blog Ancoradouro

Rosa de Saron - Melhores momentos de 2011 - Vote e escolha o seu!


Caros irmãos (ãs),

Estamos chegando ao final de 2012 e toda a família rosariana do Brasil, com certeza, tem muitos momentos bons para recordar e manter vivos na vida, no coração e na memória.

Quem não lembra de um show em sua cidade, uma foto, uma música, uma entrevista, um vídeo, um site ou blog que transmitiu uma notícia, um testemunho, uma participação em um programa de televisão, enfim, são muitos os momentos de Rock, Fé e Poesia que a Banda Rosa de Saron proporcionou a todos nós neste ano de 2011, que fizeram sorrir, emocionar, chorar e principalmente, nos aproximar mais de Deus e sermos melhores a partir desta magnífica experiência.

Nesta dinâmica, nosso blog elencou 4 momentos principais da Banda neste ano de 2011 e vamos colocar para toda a família rosariana escolher qual, na sua opinião, foi o melhor momento do Rosa de Saron neste ano.
 Lembrando que isso não desmerece ou diminui todos os outros momentos que a Banda viveu e proporcionou.

Você pode estar votando na enquete ao lado e também se desejar pode deixar seu comentario neste post. A votação será até o dia 31.12.2012.

Nossos irmãos da Banda Rosa de Saron também estarão escolhendo qual destes momentos para eles foi o mais importante. Em breve aqui no blog. Não perca!!

Os quatro momentos elencados pelo nosso blog foram:

1 - O Troféu Louvemos ao Senhor para a banda nas categorias: Melhor baixista, Melhor baterista, Melhor guitarrista e Melhor vocalista


2 - O Disco de Ouro pelo DVD HorizontevivoDistante


3 - A participação na Jornada Mundial da Juventude em Madri


4 - A indicação ao Latin Grammy Awards



Deus os abençoe e contamos com o seu voto.

Fabiano, Marta e Tobias

Castidade no Matrimônio - virtude que nos reconduz à unidade.


Meus queridos casais,

A castidade é um dom e somos chamados a vivê-la no matrimônio.
E aqui inicio falando ao jovens: os jovens casais de namorados também são chamados a terem um namoro casto, pois se o meu namoro é casto, meu matrimônio também será. Se vivo bem o meu namoro também vou viver bem meu matrimônio.

Os cônjuges devem se olhar com pureza no olhar, sabendo que antes de qualquer coisa  aquele corpo é templo de Deus, templo onde habita o Espírito Santo. Os dois devem buscar em tudo a vivência desta pureza que excede ao sentimento e ao puritanismo, mas reflete a gratuidade e esplendor do Amor de Deus derramado entre os cônjuges.

Você procura viver o seu matrimônio segundo a moral cristã? Ou você acha que por estar casado você pode tudo?
O fato do sexo ser belo e legítimo no casamento, não quer dizer que nele "vale tudo", como muitos pensam e infelizmente divulgam.
Não fomo criados para agir como animais irracionais, mas como homens e mulheres criados à imagem e semelhança de Deus.

A castidade para os casais consiste na integração correta da sexualidade na pessoa. Confira o que diz o Catecismo da Igreja Católica, 2337:

CIC 2337 – A castidade significa a integração correta da sexualidade na pessoa e, com isso, a unidade interior do homem em seu ser corporal e espiritual...A virtude da castidade comporta, portanto, a integridade da pessoa e a integralidade da doação.

O Catecismo diz que os cônjuges devem se unir castamente, pois a castidade é uma virtude que nos reconduz a unidade que perdemos quando nos dispersamos na multiplicidade de gêneros, de pecados, de vícios e dos apelos sexuais do mundo.
Todo batizado é chamado à castidade. A levar uma vida casta conforme o específico estado de vida ao qual é chamado.

Queridos casais, o casamento não é um meio de obtermos satisfações físicas. É antes de tudo um sacramento que visa uma missão dupla: fazer e ser feliz, gerar filhos de Deus, educando-os devidamente. E no âmago desta missão Deus deu o prazer sexual como um meio saudável de relacionamento intimo do casal, mas não como um fim absoluto sem o qual o casamento não pode existir.
Tenham então, todo o zelo e cuidado com aquilo que vocês fazem, pensam, assistem e jamais permitam que nada transformem a benção em maldição.

Saibam que o quarto do casal é o santuário onde os cônjuges se unem em um ato de amor conjugal e ali Deus se faz presente por excelência.
Lembrem-se sempre de que Deus os uniu como homem e mulher para serem um casal santo e a castidade fortalece cada vez mais este amor em ambos e os fazem perceber que é bom e agradável a Deus estarem unidos.

Deus os abençoe!

No amor de Deus,

Marta Ferreira Farias

 
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